("Linda demais" - Roupa Nova)
Acordar nostálgico e acabar
esbarrando com músicas do Roupa Nova. De fato nada mais clássico do que antigas
baladas, daquelas que tocavam nos bailinhos dos quais eu participava quando
estava no colegial. Lembro-me da primeira música que dancei, longínquas décadas
atrás. Foi “Linda demais”. Por muitos e muitos anos essa música me seguiu, por
onde quer que eu fosse. Sempre que a ouvia era transportado para aquela noite,
na casa de um coleguinha de classe. Dancei com a Lie, minha paixão platônica na
época. Um pra lá, um pra cá. Um pra lá, um pra cá. Abraçadinhos, apertadinhos,
meia luz. Não tenho muita certeza, mas acho que naquele momento eu estava
flutuando.
De novo, desativei minha net.
Estou sem Face, sem Whatts, sem comunicação. Coincidentemente caiu no dia 12 de
Junho, dia dos namorados. No entanto nada tem a ver a data com o fato. Nesse
dia eu deveria ter ido a uma festa junina/baile/aniversário. Acabei furando.
Recebi a visita de uma antiga amiga, uma antiga e saudosa amiga. E acabei
ficando em casa a noite inteira, olhando para o teto e rabiscando palavras. De
fato nem de perto a noite que tinha planejado.
Ando à flor da pele. Sensível,
vulnerável, instável. Talvez por isso tenha decidido tirar um tempo off. Talvez
por isso tenha resolvido ficar quieto em casa. Até cheguei a sair na 6ª feira,
mas no fim a noite acabou como o dia começou. E agora o final de semana vai
passando como o feriado terminou.
Ligo o computador, abro a
internet. Não tenho mais Face para olhar, para fuçar, para...? Pra que mesmo?
De que servem as redes sociais afinal? Sei que, se ainda tivesse o Face,
provavelmente iria publicar coisas que ninguém leria. Que ninguém prestaria
atenção. Pois a gente escancara publicamente o que mais desejamos manter em
segredo. Assim todos vêem mas ninguém enxerga.
“Confessar
Sem medo de mentir
Que em você
Encontrei inspiração
Para escrever...
Você é pessoa que nem eu
Que sente amor
Mas não sabe muito bem
Como vai dizer...
Te dou o meu coração
Queria dar o mundo”
(Roupa Nova)
O tamborilar dos meus dedos dita
meu ritmo, e entra em harmonia com a fraca e constante chuva que resolveu cair
lá fora. Vou aproveitar essa semana que entra para arrumar minha concha. Semana
que vem, mês que vem, semestre que vem, na vida que vem, voltarei a vestir meu
sorriso.
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